sábado, 6 de agosto de 2011
Dúvidas a respeito do tratamento endodôntico
Conhecendo a placa de mordida
O que é a placa de mordida?
É um aparelho confeccionado em acrílico que é colocado sobre os dentes e que apresenta três funções principais: a primeira é a de proteger os dentes de se desgastarem em pacientes que apresentam parafunção, como o bruxismo (hábito de ranger dentes); a segunda é a de aliviar as articulações temporomandibulares (localizadas em frente aos ouvidos) contra as forças excessivas que se formam durante a parafunção; e a terceira é a de induzir o relaxamento da musculatura, o que ocorre em apenas alguns casos.
Qual é a sua indicação?
A placa de mordida tem várias indicações. A mais comum é para pacientes que apresentam bruxismo, com a finalidade de proteger os dentes do desgaste. Outra indicação importante é para pacientes que têm problemas nas articulações temporomandibulares e podem apresentar estalidos e travamento.
Como deve ser utilizada?
A utilização da placa depende do diagnóstico. Para os pacientes que rangem os dentes à noite, o seu uso deve ser predominantemente noturno.
Como deve ser a conservação da placa de mordida?
De manhã, a placa deve ser limpa com escova macia e sabonete ou pasta dental e mantida dentro de um recipiente apropriado, com algodão umedecido.
A placa resolve o problema da articulação temporomandibular?
Não. O ato de ranger e apertar os dentes pode ser controlado ou reduzido com o uso da placa de mordida, mas a resolução do problema ocorrerá com o passar do tempo, independentemente do uso da placa. Os problemas articulares poderão ser “acomodados” com a utilização da placa, pois são de auto-resolução e a placa será o agente responsável por reduzir os sintomas. Atualmente, considera-se a utilização da placa como um dos meios de controle dos problemas temporomandibulares. Outros meios de tratamento como fisioterapia, medicação e controle de estresse são também utilizados.
Quando deve ser substituída?
Caso tenha sido confeccionada apropriadamente a mesma placa pode ser utilizada durante todo o tratamento (aproximadamente 6 meses). Porém, se o tratamento se prolongar por mais tempo, se a placa fraturar, ficar amarelada ou com deposição de tártaro, ela deverá ser substituída.
Quando a placa é indicada para dor de cabeça?
A dor de cabeça pode ter inúmeras causas distintas. Feito o diagnóstico e constatada que a dor é de origem muscular ou articular, a placa pode ser um coadjuvante no tratamento, sendo que, geralmente, há também necessidade de medicamento ou fisioterapia.
A placa deve ser mole ou dura?
Pode ser confeccionada em acrílico ou silicone. A placa de silicone é mais confortável, porém seus efeitos são menos controláveis e, por serem mais porosas, retêm mais bactérias e podem causar mau cheiro. Portanto, a placa de acrílico é a mais indicada na maioria dos casos.
Por quanto tempo a placa deve ser utilizada?
A maioria dos problemas de desordem temporomandibular e dor orofacial pode ser controlada em um período médio de 6 meses de uso noturno. Entretanto, em alguns pacientes, devido a fatores como bruxismo exagerado, depressão e estresse, a placa poderá ser utilizada por um período mais prolongado, sob controle periódico do dentista.
A placa de mordida necessita de manutenção?
Conforme a musculatura relaxa ou a placa se desgasta, a oclusão se modifica, devendo, então, ser ajustada periodicamente.
Hipersensibilidade Dentinária
O que é hipersensibilidade (hiperestesia) dentinária?
É a dor que ocorre, geralmente na região do colo do dente, próxima à gengiva, provocada pela escovação, ingestão de alimentos frios, doces, frutas cítricas etc. A dor cessa assim que o estímulo é removido, é de curta duração, tendendo a desaparecer com a mesma rapidez com que se inicia. Assim, a hipersensibilidade nunca começa espontaneamente como acontece comumente com outras causas de dor nos dentes. Entretanto, a distinção entre hipersensibilidade e dor de dente deve ser feita pelo dentista.
A hipersensibilidade significa que a polpa dental (o “nervo” do dente) está doente?
Não, já que a dor é decorrente de mudanças de pressão dentro do dente, provocadas pela variação da temperatura ou por outros estímulos na superfície. Não tem relação com alterações patológicas da polpa dental.
Então, por que o dente dói?
Em condições normais, a coroa do dente (a parte exposta na cavidade bucal) é recoberta pelo esmalte, estrutura resistente às pressões e ao desgaste decorrentes da mastigação (Figura 1). Essa estrutura é praticamente impermeável e definitivamente insensível aos estímulos. As raízes são recobertas por outro tipo de estrutura, denominada cemento. Com o passar do tempo, esmalte e cemento sofrem degradações (Figura 2) que expõem a dentina, estrutura também dura e resistente e que abriga a polpa dental. Dessas estruturas, somente a dentina apresenta sensibilidade. A dentina é bastante permeável, constituída de milhões de canais microscópicos (Figura 1) que, em teoria, ligam a polpa com meio externo quando o esmalte ou o cemento são desgastados. Sem o cemento e o esmalte, a dentina fica sem proteção e sujeita às agressões do meio externo.
Qual a relação da hipersensibilidade dentinária com as lesões cervicais não cariosas?
A hipersensibilidade dentinária ocorre mais comumente na região cervical do dente (colo), onde o esmalte e o cemento são degradados com maior freqüência, expondo a dentina. Quando essa exposição dentinária não é provocada por processo de cárie dental, a área exposta é considerada uma lesão cervical não cariosa (Figura 2). A prevalência dessas lesões é alta, e pode-se antecipar que, em algum momento da vida, qualquer indivíduo poderá ter, pelo menos, um dente com lesão cervical não cariosa.
Quais as causas mais comuns de lesões cervicais não cariosas?
Essas lesões são resultado de uma interação de fatores, em que os mais importantes são a oclusão (contato entre os dentes antagonistas), a alimentação rica em ácidos (frutas cítricas e refrigerantes em excesso, por exemplo) e a escovação dental. A oclusão promove a fadiga das estruturas dentárias na região do colo, as substâncias ácidas causam a dissolução do esmalte e a escovação remove mecanicamente o esmalte enfraquecido ou dissolvido. Fatores sistêmicos também podem contribuir para a degradação das estruturas dentárias, tais como refluxo gastroesofágico, bulimia, hipertireoidismo e qualquer outra doença que reduza o fluxo salivar.
Como tratar a hipersensibilidade dentinária?
O dentista deve empregar os recursos dessensibilizadores (o que pode incluir a restauração das lesões e ajustes oclusais) para reduzir o desconforto imediato da dor e, complementarmente, eliminar as causas da exposição dentinária para impedir a recorrência da hiperestesia.
Higienização de próteses totais
Que tipo de escova deve ser usada para limpar a prótese total?
Existe uma escova dental projetada para dentaduras, cuja característica é a presença de dois comprimentos de cerdas – curtas para higienizar a parte externa e os dentes da prótese, e longas para higienizar a parte interna da dentadura, que é de acesso difícil para a escova comum.
Essa escova não é encontrada com a mesma facilidade para compra como a escova comum, mas pode ser substituída por uma escova macia.
Que produtos devem ser utilizados para complementar a higienização da prótese total?
Atualmente, os fabricantes de escovas dentais já apresentam uma linha de produtos efervescentes para higienização química das próteses, contribuindo para diminuir a dificuldade encontrada pelos idosos ou portadores de problema de coordenação motora. É importante ressaltar que o uso de produtos efervescentes não substitui a higienização com escova e pasta.
Como deve ser feita a higienização bucal do desdentado?
Nos pacientes idosos, freqüentemente portadores de dentadura, o fluxo salivar está diminuído, influenciado também pelo uso de medicamentos, o que pode gerar o início da halitose e maior número de cálculos. Para evitar várias doenças como a candidose, causada por fungo que pode se manifestar na boca, deve-se ter cuidado com a higiene bucal e a limpeza das próteses.
As dentaduras podem ser higienizadas mecanicamente com escovas apropriadas, dentifrício ou sabão e água fria, sempre após as refeições.
Recomenda-se, antes de iniciar a higiene, colocar uma toalha dentro da pia, pois em caso de queda, a prótese não se quebrará. Pode-se completar essa higiene com uma limpeza química com produtos efervescentes ou deixar a prótese em um copo com água e bicarbonato durante a noite.
Deve-se sempre explicar ao paciente que o uso de produtos caseiros como água sanitária ou pós de limpeza (tipo Sapólio) não são indicados, uma vez que descolorem e arranham o acrílico.
Para a higienização da boca, deve-se escovar a língua com movimentos suaves utilizando uma escova macia e creme dental ou limpador de língua encontrado no mercado. Pode-se fazer bochechos com anti-sépticos bucais ou água filtrada e bicarbonato de sódio (2 colheres de chá em um copo com água).
É necessário ficar algum período do dia ou da noite com a prótese fora da boca?
Este é um assunto difícil. Enquanto muitos autores recomendam a remoção das próteses durante a noite, para que os tecidos não fiquem sob ação das próteses e dos possíveis microorganismos a elas associados, a maioria dos pacientes não aceitam essa conduta, pois se sentem constrangidos psicologicamente em tê-las em um
copo. Outro motivo para não dormir com as dentaduras é a diminuição da sua estabilidade e retenção, pois a tendência do paciente é “segurá-las” pela ação muscular ou apertando os dentes durante toda a noite, o que ocasionará dor devido à parafunção. Portanto, é recomendável dormir sem a dentadura, deixando-a sempre em um copo com água e bicarbonato ou produto efervescente para limpeza durante a noite.
Quando não é mais possível higienizar a prótese a ponto de ela ter de ser substituída?
As próteses totais devem ser substituídas no máximo a cada cinco anos, pois os requisitos funcionais e estéticos estarão comprometidos, mesmo que tenham sido cuidadas e higienizadas rigorosamente. Durante esse tempo, deve ter havido controles para se checar tecidos moles, adaptação, oclusão, higiene e de cavidade oral.
Pacientes que tiveram tártaro nos dentes naturais provavelmente terão nas dentaduras artificiais. Não é difícil evitar que ele se forme se for feita uma higienização correta, pois caso contrário, a prótese terá odor desagradável, e a mucosa oral se apresentará inflamada.
Devo usar produtos de fixação?
Quando se coloca um novo par de dentaduras, pode parecer ao paciente que elas estão frouxas, ocasião em que o profissional aconselha que se polvilhe um pouco de pó adesivo na parte interna das mesmas por poucos dias até a adaptação.
Os produtos de fixação não devem ser usados constantemente, pois aumentam a pressão da dentadura sobre os tecidos. Estes não suportam essa pressão aumentada e se contraem, fazendo com que cada vez maiores quantidades de pó sejam necessárias para que a dentadura não fique, na percepção do paciente, frouxa. O uso exagerado do pó adesivo poderá, portanto, levar à necessidade de reembasar ou trocar a dentadura antes do tempo.
Bebidas e alimentos ácidos causam erosão dentária
O que é erosão dentária?
A erosão dentária é outra doença que, além da cárie, compromete a saúde bucal. No entanto, até pouco tempo atrás essa alteração não havia despertado o interesse dos clínicos e pesquisadores.
A erosão dentária é um processo progressivo e destrutivo, caracterizado pela perda do tecido duro dos dentes, por ação de ácidos contidos em bebidas e/ou alimentos ou ainda provenientes do próprio organismo.
Resulta na destruição do dente, independentemente da presença de bactérias, podendo causar alterações estéticas e funcionais ou até mesmo dor.
De que maneira a erosão dentária pode acontecer?
A ingestão de produtos altamente ácidos, tais como refrigerantes, bebidas energéticas e sucos de frutas naturais ou industrializados, é a causa mais freqüente da erosão dentária. Por isso, pode-se dizer que erosão dentária é o problema de saúde bucal da sociedade moderna, decorrente de seus hábitos alimentares.
Saliente-se que a erosão é resultado do contato freqüente do ácido de alimentos e/ou bebidas com a superfície dentária. Assim, para a erosão dentária ocorrer e evoluir, a freqüência de ingestão de produtos ácidos é mais importante do que a sua quantidade. Colocar até mesmo frutas ácidas no cardápio de forma freqüente também não é recomendável.
Qualquer pessoa pode ter erosão dentária?
A erosão é comum em crianças e adolescentes, podendo acometer adultos. Nas crianças, a erosão surge após a administração freqüente de refrigerantes e/ou sucos de frutas naturais ou industrializados, através da mamadeira (que aumenta o tempo de contato da bebida com o dente) e/ou copo. Nos adolescentes, é resultado da ingestão excessiva de refrigerantes ou bebidas energéticas que, na maioria das vezes, são utilizados para substituir água, com o objetivo de diminuir a sede. Além disso, esportistas que ingerem excesso de bebidas energéticas (isotônicas) para repor água e eletrólitos perdidos durante as atividades esportivas podem apresentar erosão dentária. É importante ressaltar que essas bebidas, tanto sob a forma normal, diet ou light são altamente ácidas e podem causar erosão dentária.
Além dos indivíduos que têm ingestão inadequada de alimentos e bebidas ácidas, outros grupos apresentam alto risco de desenvolvimento da erosão. Trabalhadores que manuseiam produtos ácidos podem apresentar erosão, pois eles inalam a substância que está no ar. E pessoas que vomitam freqüentemente também podem apresentar dentes com erosão, pois o suco gástrico que volta para a boca é muito ácido. Desta forma, atenção especial deve ser dada ao refluxo gastroesofágico e à anorexia e bulimia nervosas.
Quais as precauções para evitar a erosão dentária?
Como a erosão é causada principalmente pelo contato direto de bebidas ou alimentos ácidos com o dente, a melhor forma de preveni-la é evitar o uso freqüente desses produtos e procurar ingeri-los fazendo uso de “canudinho”. Outro recurso seria a ingestão de produtos ácidos, juntamente com a ingestão de alimentos ricos em cálcio, como o queijo, para neutralizar a acidez. Também é importante encaminhar ao médico os indivíduos que apresentam vômitos freqüentes, para solucionar o problema.
Existe tratamento para erosão dentária?
O diagnóstico precoce acompanhado do aconselhamento da dieta e o monitoramento ajudam a tratar de forma bem sucedida e prevenir a progressão da erosão dentária. O tratamento restaurador é difícil, oneroso e requer contínuo acompanhamento. Assim, o controle racional do consumo de alimentos com altos índices ácidos será essencial desde a infância.
- Thais Marchini Oliveira
Doutoranda em Odontologia, Área de Odontopediatria, pela Faculdade de Odontologia de Bauru/ USP. - Daniela Rios
Professora Doutora do Departamento de Odontopediatria do Centro Universitário de Maringá - Cesumar. - Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado
Professora Associada do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru/USP.
- REFERÊNCIAS
- Loon JPV, Bont LGM, Boering G. Evoluation of temporomandibular joint prosthesis: Review of the literature from 1946 to 1994 and implications for future prosthesis designs. J.Oral Maxillofac Surg 1995;53(9):984-96.
- Thompson FR. Vitallium hip prosthesis.N Y State J Med. 1952;52(24):3011-20.
- Brånemark PI, Hansson HA, Adell R. Osseointegrated implants in the treatment of the edentuous jaw: experience from a ten-years period. Scan J Plast Reconstr Surg 1977;11(1).
- Mercury LG,Anspach III WE. Principles for the 13 revision of total TMJ prostheses. Int.J. Oral Maxillofac Surg 2003;32:353-9.
- Wolford LM, Dingwerth DJ, Talwar RM, Pitta MC. Comparison of 2 Temporomandibular Joint Total Joint Prosthesis System. J Oral Maxillofac Surg 2003; 61:685-90.
- Mercuri LG.Evoluation of temporomandibular joint prosthesis: Review of the literature from 1946 to 1994 and implications for future prosthesis designs. J Oral Maxillofac Surg 1995;53(9):984-96. Discussion.
Dentaduras
Qual é o melhor tipo de dentes?
É difícil estabelecer regras fixas para a escolha de dentes de porcelana ou de resina acrílica. Atualmente, a maioria dos profissionais prefere os de resina acrílica, pois apresentam como vantagens:
- não produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala;
- o perigo de fratura é menor;
- facilidade para ajustes oclusais.
Suas desvantagens incluem:
- a mudanças de forma e de cor;
- maior cuidado na limpeza;
- desgaste com o tempo de uso.
Vantagens dos dentes de porcelana:
- estabilidade da cor;
- facilidade de limpeza;
- o desgaste é clinicamente insignificante.
Desvantagens:
- produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala;
- abrasão nos dentes naturais opostos;
- perigo maior de fraturas.
Qual o tempo de duração de uma dentadura?
A cada 5 anos, o paciente deverá procurar o seu cirurgião-dentista, para uma análise criteriosa para confecção de novas dentaduras. Estética, harmonia facial, desgaste dos dentes, envelhecimento precoce, falta de retenção, reabsorção óssea, dores em algumas áreas são alguns itens importantes para indicação ou não de uma nova dentadura.
Quanto tempo é necessãrio para se acostumar às dentaduras?
A dentadura inferior leva 4 vezes mais tempo que a superior. Quanto mais tempo você empregar na mastigação, melhor será a adaptação. Não coma porções grandes de alimentos no princípio. Divida os alimentos em pequenas porções. Você terá dor e desconforto no começo; se aparecerem pontos dolorosos ou "calos" procure seu dentista, que lhe dará alívio necessário.
Que tipo de alimentos devo comer?
Coma somente alimentos macios e cremosos nos primeiros dias; à medida que for progredindo, coma alimentos mais sólidos e mastigue vagarosamente e por igual a fim de controlar a dentadura e a pressão das gengivas ao morder.
É difícil falar com as novas dentaduras?
Se você tem tendências de misturar as palavras, ou parece difícil, pratique falando em voz alta em frente ao espelho. Normalmente, rapidamente se aprende a falar com a nova prótese.
Por que as dentaduras "machucam"?
Quase sempre elas irão provocar pequenas ulcerações na sua gengiva. É muito difícil fazer dentaduras que não traumatizem a fibromucosa, provocando dores. Quase sempre é necessário realizar controles posteriores, desgastes, ajustes oclusais etc.; não esquecer que as dentaduras são duras, rígidas e o tecido da gengiva é muito delicado e sensível.
0 que fazer com a sensação de "boca cheia"?
Para diminuir seus efeitos, engula com mos freqüência, e, depois de alguns dias, seu organismo se adaptará às novas condições. Os músculos dos maxilares, dos lábios, assim como a língua, ajudam a manter a dentadura no lugar.
Quando as dentaduras provocam náuseas e enjôos, o que fazer?
0 melhor remédio é usá-las o maior tempo possível. Esse reflexo passará logo. Seu dentista pode ajudar verificando a extensão da base e a adaptação no céu da boca.
Devo dormir com as dentaduras?
Muitos usam suas dentaduras artificiais durante as 24 horas; no entanto, se sentir dificuldades porque acorda com dor na boca, ou elas soltam à noite, melhor dormir sem elas.
Como limpar as dentaduras?
Sempre que se alimentar, fazer o possível para lavar as dentaduras por meio de escovas macias. Não usar pó para polir, eles podem conter cáusticos alcalinos, ácidos ou partículas, os quais podem arranhá-la. 0 acúmulo, de antigas partículas pode dar mau odor.
Uma dentadura que não está limpa nunca é confortável. A melhor maneira de evitar o acúmulo de tártaro é não deixar que se deposite.
Devo usar produtos de fixação?
Quase sempre não há necessidade de pó adesivo; deve-se usá-lo somente a conselho do seu dentista.
Muitos pacientes não ficam satisfeitos com a retenção das suas dentaduras; começam por conta própria ou por informação de outros a usar pó adesivo; porém, com a pressão aumentada, a gengiva se reabsorve, se contrai mais rapidamente e as dentaduras ficam cada vez mais frouxas, precisando se aumentar cada vez mais e a quantidade desses "produtos ditos milagrosos".
Orientações sugeridas por José Valdes Conti - Professor Titular do Depto. de Prótese Dentária. Coordenador do Curso de Especialização em Prótese Dentária da FOB-USP.
REVISTA DA APCD V. 49, Nº 5, SET./OUT. 1995
Instruções para o paciente que usa prótese removível
Após uma revisão da literatura, foi elaborado um manual de instruções para os pacientes de prótese removível da Fousp. Ele poderá ser complementado ou modificado para que se encaixe a outras situações, conforme a necessidade. Também poderá ser utilizado com um argumento favorável ao profissional numa eventual situação legal.
Como colocar e remover a prótese removível?
Colocar - Primeiro, posicione a prótese corretamente sobre os dentes. Vá apertando de leve com os dedos, nos dois lados, até que ela se encaixe por completo.
Remover - Remova a prótese com a mesma força que você a colocou, mas no sentido contrário. Para remover a prótese inferior, use os polegares e, para a prótese superior, use os indicadores.
Como limpar os dentes e a prótese?
A prótese e os dentes devem ser limpos sempre após as refeições, pois resíduos alimentares ficam retidos nos dentes, na gengiva e na prótese. (Diminua a quantidade de açúcar e doces).
Dentes - Remova a prótese da boca e passe o fio dental. Em seguida, escove cuidadosamente todos os lados dos dentes com uma escova macia e de cabeça pequena.
Prótese - Segure a prótese em cima de uma toalha ou pia cheia de água, assim se ela cair, não vai quebrar. Escove a prótese depois de comer, usando outra escova, com sabão neutro ou sabonete. Evite usar pasta de dente. Não esqueça de limpar também a parte interna (que fica em contato com a gengiva) e os grampos (que ficam em contato com os dentes).
Não ferva a prótese.
Como mastigar e o que comer com a prótese?
Enquanto você estiver aprendendo a comer, comece com alimentos macios, em pequenos pedaços e mastigando devagar. Alimentos pegajosos e duros poderão ser introduzidos à medida que você se sentir mais acostumado com a sua prótese.
Minha prótese vai funcionar como os dentes naturais?
Toda prótese tem limitações. Desse modo, você poderá não ter a mesma eficiência na mastigação como uma pessoa que tem todos seus dentes naturais. Por isso, cuidado ao comer alimentos duros e pegajosos.
Terei dificuldade para falar?
Você pode encontrar alguma dificuldade para falar no começo. Isso vai melhorar com o tempo, quase sem que você perceba. Procure ler em voz alta para se acostumar mais rapidamente.
Poderei sentir algum desconforto no início?
Desconforto freqüentemente acontece no início. Caso ele persista, remova a prótese antes que ela provoque um ferimento. Deixe de usar a prótese e faça um bochecho com água morna várias vezes ao dia e no dia marcado para o ajuste, recolocar a prótese algumas horas antes de ser atendido. Se você vier com a prótese antiga ou com a nova fora da boca, será difícil saber com certeza onde a prótese está incomodando.
Às vezes a produção de saliva pode aumentar, voltando ao normal com o uso.
Depois de calejar vai melhorar?
Não. Você não tem que sofrer até formar um calo para acostumar com sua prótese. Se a prótese estiver machucando, não é calejando que vai melhorar. Procure o seu cirurgião-dentista.
Cuidado - Perigo!!!
Não usar alicate ou qualquer outra ferramenta para apertar ou afrouxar os grampos ou “ferrinhos”.
Não usar lixas ou qualquer outra coisa para desgastar onde estiver machucando.
Não fazer qualquer tentativa de ajuste.
Não morder objetos, sugar os lábios ou a bochecha por entre a prótese.
Cuidado com os conselhos de parentes e amigos. Se você tiver algum problema com sua prótese, procure o seu cirurgião-dentista.
Eu devo usá-la o tempo todo?
A prótese deve ser removida à noite para dormir, pois a gengiva e os dentes que a suportam, precisam de uma oportunidade de descanso depois de um dia duro de trabalho. Quando não estiver usando sua prótese, guardá-la em um local seco e seguro.
Quando devo voltar ao cirurgião-dentista?
O tratamento com sua prótese começa agora. Retornos periódicos são muito importantes para o controle do trabalho realizado e avaliação de sua saúde bucal. Sendo assim, não deixe de ir aos retornos agendados pelo cirurgião-dentista.
• Roberto Chaib Stegun
Professor Doutor do Departamento de Prótese da Fousp.
• Bruno Costa
Professor Doutor do Departamento de Prótese da Fousp.
• Alessandra Pucci Mantelli Galhardo
Aluna do Programa de Aperfeiçoamento do Departamento de Prótese da Fousp.
• Álvaro Luis Ichi
Aluno do Programa de Aperfeiçoamento do Departamento de Prótese da Fousp.
• Mara Rejane Barreto Alves Rocha
Aluna do Programa de Aperfeiçoamento do Departamento de Prótese da Fousp.
Jan./Fev 2008
Vol. 62 Nº 1
extraído :http://www.apcd.org.br
A importância da radiografia panorâmica na Odontologia
A radiografia panorâmica é um importante exame radiográfico utilizado para o diagnóstico e planejamento terapêutico das doenças dos dentes e dos ossos da face. Atualmente, a maioria dos dentistas solicita esse exame no início e no controle dos tratamentos odontológicos.
O que é radiografia panorâmica e quais são as suas vantagens?
O exame ortopantomográfico, mais conhecido como radiografia panorâmica, é um exame útil e bastante prático para complementar o exame clínico no diagnóstico das doenças dos dentes (cáries ou doenças endodônticas) e dos ossos da face. Através desse exame, o dentista pode visualizar todos os dentes de uma só vez, inclusive os que ainda não estão erupcionados. Cáries, fraturas dentais, infecções ou outras doenças dos ossos que sustentam os dentes podem ser visualizadas e, muitas vezes, diagnosticadas.
Além do diagnóstico das lesões dentais, quais as outras indicações das radiografias panorâmicas?
Praticamente no diagnóstico de todas as lesões dos ossos da maxila e mandíbula. Através desse exame, pesquisam-se reabsorções ósseas e radiculares, cistos, tumores, inflamações, fraturas pós-acidentes, distúrbios da articulação temporomandibular (que causam dor na região de ouvido, face, pescoço e cabeça) e sinusite. É comum solicitá-lo também como exame pré-operatório em cirurgias dos dentes e ossos.
Nas crianças, quando são indicadas as radiografias panorâmicas?
Em Odontopediatria, esse exame tem amplas indicações, tanto na prevenção como no diagnóstico de distúrbios dentais e faciais.
ta pode fazer o “pré-natal” dos dentes, examinando-os mesmo antes que eles erupcionem, podendo analisar sua localização, forma, angulação e a presença de dentes extranumerários (dentes que excedem o número normal) ou agenesia (falta do germe dentário) e assim prevenir ou atenuar futuros problemas estéticos e/ou relacionados à articulação. O estudo dos ossos na procura por lesões intra-ósseas, como cistos e tumores, também faz parte de uma boa odontologia preventiva.
Existe algum perigo quando se realiza a radiografia panorâmica?
Atualmente, com os modernos aparelhos de raios X, a proteção dos aventais de chumbo e os filmes mais sensíveis, esse método é bastante seguro. Nas mulheres grávidas, optamos por realizá-lo depois do terceiro mês de gestação ou após o parto, dependendo da necessidade do caso e sempre observando as medidas de segurança.
É um exame caro?
Não. Se compararmos os benefícios que ele proporciona, veremos que o preço é acessível para a população. Além das clínicas particulares, existem órgãos públicos e faculdades de Odontologia que dispõem de aparelhagem necessária para realizá-lo.
texto extraido: http://www.apcd.org.br
domingo, 15 de março de 2009
Implantes

1 - O que é um implante?
É uma estrutura fabricada em metal (titânio) que é bem aceita pelo organismo. Assim sendo, acontece uma reação orgânica e se forma osso em torno da estrutura. Há um grande conhecimento a respeito da técnica e isso faz com que todo o processo possa ser muito bem planejado. Quando o implante é realizado dentro da técnica correta, os dentes podem ser instalados apoiados nos mesmos e o paciente pode utilizá-los como se fossem seus dentes naturais.
2 - Há quanto tempo a técnica existe?
Os trabalhos científicos iniciais foram desenvolvidos na Suécia coordenados pelo Professor Branemark há mais de 40 anos. A utilização no Brasil começou no final dos anos 80 e se propagou muito. Hoje temos empresas nacionais fabricantes e um grande número de usuários. A Neodent é uma empresa nacional que está em atividade há 13 anos e se firmou muito no mercado nacional e vem ganhando importante fatia do mercado internacional.
3 - Como os implantes são colocados?
É necessário que se faça uma consulta inicial onde o profissional avaliará se é possível instalar os implantes. Serão avaliados alguns fatores relativos à área onde o implante será instalado e outros relativos à saúde geral do paciente. Para isso o profissional precisará de alguns exames específicos que serão solicitados. Em alguns casos serão também necessários procedimentos de moldagem para obtenção de modelos em gesso e montagens para estudo do caso. Uma vez confirmadas as condições ideais, os implantes serão colocados através de uma cirurgia. Eles serão instalados no osso. Dependendo das condições no momento da instalação, os dentes poderão ser colocados no mesmo dia, no dia seguinte ou só depois de os implantes estarem osseointegrados (terem passado pelo período de osseointegração).
4 - O que é osseointegração? Por que em alguns casos espera o período e em outros não?
Osseointegração é um fenômeno que ocorre no organismo para incorporar o parafuso de titânio que foi cirurgicamente instalado ao osso. Como o titânio é um metal que é bem aceito pelo organismo (biocompatível), ocorre um processo de remodelação óssea para unir o titânio ao osso. Esse processo foi descrito pelo Dr. Branemark em 1969 e denominado “Osseointegração”. No início da utilização da técnica não se fazia a instalação dos dentes nos dias da cirurgia em nenhum caso. Depois, apoiados em resultados de pesquisas, o conceito mudou. Hoje, para casos em que o implante pode ser firmemente inserido, é possível a colocação das próteses sem esperar o período. Essa técnica recebe o nome de “Carga Imediata”. Para os casos em que não se consegue inserir os implantes de forma firme, espera-se o período e as próteses serão instaladas depois.
5 - É possível o paciente saber antes da cirurgia se terá seus dentes instalados em carga imediata ou não?
Na maioria dos casos é possível prever. Quando o profissional examina e faz o planejamento do caso é possível que ele tenha idéia das condições locais. Mas, na verdade, só no momento da instalação do implante ele terá certeza. Não é bom que ele arrisque instalar as próteses em casos em que os implantes não puderam ser firmemente inseridos.
6 - Nesses casos em que não instalam as próteses o que o paciente ficará usando?
Ficará com uma prótese provisória. Se a prótese for do tipo removível, ela receberá um material macio por dentro que terá que ser trocado periodicamente durante o período de espera.
7 - Quantos dentes é possível repor com implantes?
Poderemos substituir desde um único dente até toda uma arcada ou até todos os dentes da boca.
8 - No caso de reposição de muitos dentes, são colocados vários implantes sendo um para cada dente que falta?
Não, o profissional avalia o número de dentes que precisam ser recolocados (tamanho da prótese) e calcula a quantidade de implantes que será necessária. Por exemplo: Para repor toda a arcada inferior, na maioria dos casos, são utilizados 5 implantes.
9 - Os pacientes conseguem comer bem com os implantes?
Sim. Normalmente comem como pessoas que possuem próteses que se apóiam em dentes naturais.
10 - Sempre é possível colocar implantes?
Quando perdemos nossos dentes, normalmente, o osso que estava em volta sofre um processo de perda natural que é chamado reabsorção. Se o profissional detectar que o processo de perda foi muito grande podem ser necessários procedimentos de enxerto para que o osso perdido possa ser reposto. A avaliação da qualidade do osso também é importante. Serão solicitados exames específicos sempre que a possibilidade de problemas for detectada.
11 - Então os implantes sempre dão certo?
O índice de sucesso da técnica é muito alto. Se tudo for executado dentro da técnica e o paciente seguir direitinho as orientações, a chance de sucesso é alta. Sabemos também que é mais alta em determinadas regiões da boca do que em outras.
12 - O que acontece quando dá errado? Qual é o prejuízo para o paciente?
Quando o implante não osseointegra, ele apresenta mobilidade e se perde. Não há maiores prejuízos para a região. Na maioria dos casos os implantes poderão ser recolocados.
13 - Isso é rejeição?
Não. Rejeição é um processo usado pelo organismo para expelir materiais que não são aceitos. Isto não acontece com o Titânio devido à sua biocompatibilidade. A perda ocorre por outros motivos que podem ser: fatores relacionados ao paciente (exemplo: qualidade óssea não favorável) ou do procedimento em si.
14 - O que será necessário para manter uma prótese sobre implantes?
O paciente será orientado pelo profissional a respeito das técnicas de higienização, é muito importante que as orientações sejam corretamente seguidas. É necessário também que o paciente compareça periodicamente ao consultório para que o profissional possa avaliar o comportamento das próteses e dos implantes.
15 - Como será feita a higienização?
Com os métodos usuais utilizados na higienização dentária. O paciente deve escovar os dentes após as refeições e utilizar técnicas que permitam a limpeza correta na parte interna das próteses quando foram próteses maiores.
sábado, 14 de março de 2009
Implante odontológico : dúvidas frequentes (FAQs).
Aqui estão algumas perguntas que eu juntamente com meus clientes ,disponibilizamos para vocês , sendo estas as dúvidas mais frequentes(FAQs).
Porém se sua dúvida não foi sanada totalmente , parcialmente, ou ainda, nem citada nestas questões, por favor ,entre em contato para que possamos ajudá-los(as) ,e também ,peço que estas novas questões , se me permiterem divulgá-las ,lógicamente sem citar nomes , eu agradecería pois sua dúvida pode ser uma dúvida e de outros frequentadores deste blog.
Obrigado.
Dr. Norival F. Souza Jr
email:cirurgiaoraleimplantes@gmail.com
1. Quero fazer um Implante mas tenho medo, o que fazer?
A instalação de um implante dentário é um procedimento muito simples. Em caso de um implante unitário, não deve levar mais do que 30 minutos. Em geral há apenas um desconforto leve após a colocação de um implante e você poderá trabalhar no dia seguinte. A colocação do implante no osso, impressiona os pacientes, porém é importante dizer que no osso há pouca invervação para dor, sendo apenas a gengiva que traz a sensibilidade, que é facilmente controlada por meio de medicamentos. A sedação consciente pode ser usada para diminuir a ansiedade.
2. O que são implantes osseointegrados?
São uma nova geração de implantes, introduzidos a partir da década de 60, mas que só agora atingem um grau de aceitabilidade universal. São normalmente parafusos de titânio colocados em áreas desdentadas e que apresentam capacidade de exercer as funções mastigatórias e funcionais de maneira semelhante aos dentes naturais. Normalmente é colocado em duas etapas: uma para a inserção do implante de titânio propriamente dito – cirurgia mais extensa – e outra, alguns meses após, para a colocação de dispositivos que suportarão as próteses. Estas podem ser confeccionadas em curto período após a esta segunda etapa.
3. São superiores às próteses convencionais?
Certamente são melhores que dentaduras e próteses removíveis (“pontes móveis”). Têm capacidade funcional semelhante às próteses fixas em casos de espaços desdentados relativamente pequenos, mas a opção por um ou outro tratamento deve ser cuidadosamente analisada pelo profissional e em acordo com a solicitação do paciente, pois as situações são muito diversas e impedem a discussão com regras fixas. Nos casos de desdentados totais ou de áreas posteriores a solução com implantes é normalmente melhor do ponto de vista funcional.
4. Qual a chance de um implante dar certo?
Estudos de longa duração demonstraram que certos tipos de implantes apresentam taxas de sucesso acima de 90% nos implantes colocados e taxas superiores a 97% de sucesso das próteses (porque a perda de um implante não significa necessariamente a perda da prótese, pois está apoiada em outros implantes). Este índice de sucesso porém, é médio, e não vale igualmente para todas as regiões da boca. Os índices de falha em desdentados totais inferiores é próximo a 0% (zero por cento) e na região posterior da maxila, com osso pouco denso e após a colocação de implantes curtos (devido aos seios maxilares), a taxa pode chegar a 33%.
O que existe de mágico no titânio?
Nada. É um material utilizado em ortopedia há muitas décadas. Simplesmente o titânio não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e não apresenta fenômenos de rejeição imunológica, assim como outros metais da mesma família, como o nióbio por exemplo. O sucesso da técnica é devido a um bom conjunto de fatores e estas características do titânio sem dúvida são positivas, mas por si não garantiriam o sucesso do procedimento. O sucesso depende, em suma, do planejamento da técnica cirúrgica (que evita o super-aquecimento do osso), um período de cicatrização sem a colocação das próteses, e uma prótese adequada. Este protocolo para realização dos implantes possui minúcias que não podem ser desprezadas, e um profissional competente e bem treinado na técnica pode alcançar excelentes resultados.
6. Quais os riscos cirúrgicos?
Mínimos. A cirurgia é normalmente realizada com anestesia local e é muito menos traumática do que outros procedimentos cirúrgicos odontológicos, como a remoção de dentes inclusos. O pós-operatório é muito bom e a maioria dos pacientes não relata qualquer incomodo maior. Existe, porém, um certo risco inerente a qualquer intervenção cirúrgica – como infecção pós-operatória, edema demasiado e alguns outros, mas em índices muito baixos e que não contra-indicam a técnica.
7. Existe garantia de sucesso?
A princípio a alta taxa de sucesso é uma boa garantia, mas sempre existe, nos processos biológicos uma certa dose de imponderabilidade. Não há a possibilidade de certeza de absoluto sucesso, mas devido às taxas anteriormente citadas, o desconforto da cirurgia é muito inferior ao benefício de possuir uma prótese fixa, e mesmo nos casos onde ocorre a falha, o procedimento poderá ser refeito.
A maioria porque o caso não é exatamente indicado para implantes. Tentar a colocação de implantes em casos não favoráveis deve ser uma opção consciente do profissional e do paciente, após a avaliação de todas as alternativas. Algumas falhas porém, ocorrem em casos aparentemente muito favoráveis e é praticamente impossível saber a causa real.
9. O que acontece se o implante apresentar alguma mobilidade após a colocação da prótese?
Significa a perda do implante. Toda mobilidade é progressiva e indicativa de insucesso.
10. Quanto tempo dura um implante? Qual sua vida útil?
Pode-se afirmar que em 95% dos casos, se os implantes não foram perdidos nos dois primeiros anos de uso, durarão por grande parte da vida do paciente.
Depende muito do sistema utilizado e das condições locais. A estética melhorou muito nos últimos anos. Lembre-se: por melhor que seja o implante e o profissional, o primeiro continua sendo uma prótese, ou seja, a substituição de dentes naturais por artificiais. Expectativa demasiada em relação à implantes é comum mas normalmente é sucedida de uma certa parcela de frustração. Em muitos casos a solução estética é apenas aceitável. O melhor raciocínio é funcional: o implante é muito superior a outros procedimentos de prótese e na ausência dos dentes é o que pode ser realizado de melhor.
12. Devo voltar ao dentista depois te colocar os dentes?
É necessário no mínimo um controle clínico radiográfico a cada ano. É também uma obrigação do paciente comparecer a estes controles.
13. Se o dentista disser que vai colocar três e na hora da cirurgia colocar dois ou quatro implantes?
Um planejamento adequado minimiza este problema o qual pode ser discutido antes mesmo da cirurgia, pois durante o procedimento cirúrgico a participação do paciente deve ser passiva e, convenhamos não é o melhor momento para a discussão de preço e formas de pagamento. Quando necessário, coloca-se os implantes adequados e adia-se toda a discussão por assim dizer "burocrática".
14. Não é um exagero o dentista pedir tomografia computadorizada para análise do osso?
Não, especialmente no arco superior. Um estudo detalhado com o uso de tomografia computadorizada evita surpresas, especialmente aquelas da pergunta anterior.
15. Em relação à capacidade de mastigação, vai melhorar após a colocação de implantes?
Os implantes apresentam resultados funcionais muito superiores aos obtidos por dentaduras e próteses removíveis. Os pacientes que usam dentadura há muito tempo e colocam implante sentem a diferença muito significativa.
16. Se não existir osso suficiente, existem maneiras de aumentar a quantidade de osso disponível?
Sim, Na área da maxila podem ser feitas cirurgias para aumento de rebordo e/ou levantamento do seio maxilar, retirando-se osso do mento (queixo), do ramo da mandíbula ou da crista ilíaca. Na mandíbula o desvio do nervo alveolar inferior também pode ser realizados, mas as seqüelas pós-operatórias deste último diminui sua grandemente sua indicação.
17. Quanto tempo dura uma cirurgia?
Normalmente não passa de uma a duas horas. Em casos excepcionais este tempo pode ser dilatado.
18. Quanto tempo vou ficar sem usar prótese?
No caso do desdentado total, o período restringe-se a 3 a 4 dias após a primeira cirurgia,mas em alguns casos este período pode ser maior. Na Segunda etapa, quando é feito o acesso aos implantes, o paciente não fica sem a prótese. No caso de próteses parciais, muitas vezes, o paciente não fica dia algum sem prótese.
19. Devo extrair um dente natural para colocar implante?
O dente natural sempre é melhor do que qualquer prótese. Porém, em certas situações em que dentes naturais estão muito comprometidos por doença periodontal, por exemplo, pode-se aventar esta hipótese. Um planejamento global, levantando-se todas as alternativas, inclusive custo, deve ser mandatório. Não há consenso acerca do grau no qual o comprometimento dos dentes torna a colocação de implantes mais vantajosa.
Não ocorre rejeição, pois o titânio é um material imunologicamente inerte. Quanto à contaminação, quando ocorre normalmente ‘por via cirúrgica e não por falhas do processo de fabricação. Qualquer dos métodos normalmente utilizados para esterilização do implante – estufa ou autoclave – oferecem total segurança.
Não, mas as restrições não são muito severas. Certos alimentos podem fraturar até mesmo dentes naturais. De qualquer forma, uma alimentação com um mínimo de cuidados é suficiente para a preservação dos dentes das próteses suportadas por implantes. Um dado positivo é que o reparo de dentes fraturados é relativamente fácil.
22. E se o implante falhar, qual o melhor procedimento?
Pode acontecer, especialmente em áreas de osso pouco denso e que permitam apenas implantes curtos. É sem dúvida um risco do processo. A melhor alternativa é tentar novamente, principalmente se houver osso suficiente, pois o osso após a remoção do implante tende a se tornar um pouco mais denso. O melhor é não ter pressa excessiva para resolver o problema, que é muito desagradável, mas inerente ao procedimento ainda que não ocorra freqüentemente. Normalmente em áreas de maior risco de perda o paciente deve ser convenientemente avisado previamente à cirurgia.
A overdenture sem palato é uma boa opção. Para fazê-la são necessários ao menos 4 implantes.Outra opção é fazer uma prótese fixa sobre implantes. Nesse caso são necessários entre 4 a 6 fixações.Os custos desse tipo de tratamento são variáveis e sua realização depende de exames prévios para prever a disponibilidade óssea da região.
As duas alternativas são boas dependendo da indicação. A primeira opção estaria indicada caso a raiz esteja em boas condições de continuar em função. Já a segunda seria melhor caso em casos de raiz fraturada, lesões ou cáries. Hoje em dia existe uma tendência a atuar com implantes, pois sabemos que os tratamentos duram muito tempo e tem resultados previsíveis. Dessa forma o custo/benefício do tratamento compensa.
25. Gostaria de saber se quem tem pré-disposição para placa bacteriana pode fazer implante.
Sim, quem tem predisposição para placa bacteriana e doença periodontal pode sim fazer implantes, desde que o processo esteja controlado.
Nos dias de hoje dispomos dos mais recentes avanços na implantodontia, com valores muito acessíveis. Os tratamentos podem ser parcelados para facilitar o pagamento.
Nos dias de hoje dispomos dos mais recentes avanços na implantodontia, com valores muito acessíveis. Os tratamentos podem ser parcelados para facilitar o pagamento.
A cirurgia de levantamento de seio maxilar é um procedimento seguro e rotineiro nas atrofias da maxila. O risco maior é de insucesso da cirurgia pela perfuração de uma membrana muito fina do seio maxilar.O pós operatório normalmente é muito bom, podendo haver leve dor e inchaço. Se estiver bem indicado deve ser feito, pois é a melhor forma de obter a reabilitação da área posterior da maxila.
Temos uma estrutura que permite a resolução de tratamentos em um prazo curto do que o normal, segundo nossa filosofia de Day clinic. Caso o Sr tenha interesse em um estudo mais detalhado de seu caso, seria de grande ajuda o envio de uma radiografia panorâmica e fotos de sua arcada. De todo modo, posso garantir que os procedimentos atuais são completamente indolores.
Um tratamento como o seu aparenta pequena complexidade e pode ser concluído em um prazo curto, segundo nossa filosofia de Day clinic. Sugerimos sempre que seja feito também um clareamento dental para que todo o sorriso se torne mais branco e esteticamente mais bonito. Caso o Sr Tenha interesse em um estudo mais detalhado de seu caso, seria de grande ajuda o envio de uma radiografia panorâmica e fotos de sua arcada.
Um tratamento como o seu tem pequena complexidade e pode ser concluído em um prazo entre 10 e 15 dias, segundo nossa filosofia de Day clinic e Spa odontológico. Sugerimos sempre que seja feito também um clareamento dental para que todo o sorriso se torne mais branco e esteticamente mais bonito.
Hoje em dia é possível recuperar a dentição, pois existem múltiplas alternativas, principalmente com implantes dentários. Para passar orçamento preciso de estudos mais detalhados por meio de exames, que podem ser facilmente feitos.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Auto-Medicação
1. QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES PARA A UTILIZAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS?
Os antibióticos são, de um modo geral, indicados nos casos de controle de infecções. Na cavidade bucal,são indicados em infecções nas quais os procedimentos
odontológicos já foram realizados sem alcançar o resultado esperado; no pós-operatório de procedimentos cirúrgicos; ou ainda no pré-operatório em pacientes suscetíveis às infecções oportunistas. A indicação de antibiótico só deve ser realizada pelo cirurgião-dentista após avaliação adequada.
2. HÁ EXAMES ESPECÍFICOS PARA ESTA FINALIDADE?
Sim. Existem testes microbiológicos que analisam o tipo de agente causador da infecção, conhecidos por cultura microbiológica. Estes testes laboratoriais iden-
ti cam a espécie da bactéria que está causando a infecção e, subseqüentemente, são realizados exames de antibiograma, determinando qual antibiótico deve ser
usado para a bactéria causadora da infecção. Existem ainda testes moleculares capazes de detectar a presença de microrganismos e de genes associados à resistên-
cia bacteriana frente aos agentes antimicrobianos.
3. QUAIS SÃO AS CONTRA-INDICAÇÕES DO SEU USO?
O uso indiscriminado de antibióticos leva ao aparecimento de cepas bacterianas resistentes na comunidade. Infelizmente, a automedicação é um erro cultural da
população, que atualmente colhe prejuízos individuais e coletivos à sociedade. O uso de antibióticos deve ser analisado quando indicado aos pacientes com proble-
mas de fígado, rins; para crianças e idosos.
4. QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DE SUA UTILIZAÇÃO?
Basicamente, o maior benefício da administração de antibióticos é o controle da infecção. A medicação antimicrobiana, dependendo da natureza da indicação
de sua prescrição, é uma terapia coadjuvante ao tratamento odontológico. Não deve ser empregada sozinha, devendo estar na maioria das vezes associada aos
procedimentos odontológicos.
5. QUAIS OS RISCOS INDIVIDUAIS AO PACIENTE?
Várias reações adversas e efeitos colaterais podem ser observados, dentre eles alterações gastrintestinais (náuseas, vômitos e diarréia), hipersensibilidade (reações alérgicas), toxicidade renal e hepática, erupções cutâneas e ulcerações na boca.
Há ainda possíveis interações entre medicamentos,como por exemplo, a interação com o álcool. A relação custo-benefício da sua administração deve ser avaliada pelo cirurgião-dentista.
6. QUAIS SÃO OS RISCOS COLETIVOS À SOCIEDADE?
Atualmente, alguns tipos de antibióticos já apresentam seu efeito combatido pelas próprias bactérias.
Este processo é conhecido por resistência bacteriana e é causado pela seleção de microrganismos resistentes quando do uso de antibióticos. Por isso, deve ser
evitado o uso indiscriminado de antibióticos e os antimicrobianos de última geração devem ser restritos ao tratamento de infecções por agentes multiresistentes.
7. EM CASOS DE INFECÇÕES BUCAIS OU ODONTOLÓGICAS, COMO PROCEDER?
Vale ressaltar, novamente, a importância da consulta ao cirurgião-dentista. Este pro ssional é competente e capaz de avaliar a situação, particularizando a forma de tratamento caso a caso. A consulta ao cirurgião-dentista impede a automedicação e evita conseqüências mais graves.
REV ASSOC PAUL CIR DENT 2008;62(4):308
Pericoronarite


1. O QUE É A PERICORONARITE?
É uma inflamação gengival que ocorre geralmente próxima dos terceiros molares (dentes do “siso”), quando estes estão erupcionando (“nascendo”) na cavidade bucal.
2. EM QUAL IDADE A PERICORONARITE É MAIS FREQÜENTE?
Ocorre geralmente entre 17 e 21 anos de idade, coincidindo com a faixa etária na qual erupcionam os terceiros molares.
3. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA PERICORONARITE?
O paciente geralmente apresenta a gengiva inflamada ou infeccionada na parte que recobre o dente em erupção, podendo drenar pus na região;
mau hálito; desconforto ou dor localizada ou irradiada pela mandíbula; inchaço local e regional (região do pescoço abaixo da mandíbula); dificuldade
na abertura e fechamento da boca; dificuldade para falar, mastigar e engolir; dores musculares e articulares na ATM (articulação têmporo-mandibular). Em alguns casos, o paciente pode apresentar febre e “ínguas” (linfoadenodopatia).
4. COMO EVITAR A PERICORONARITE?
Mantendo sempre a rigorosa higiene bucal, através da escovação e passagem do o dentário na região dos terceiros molares, evitando dessa forma o acúmulo e
deposição de alimentos e placa dentária nessa região.
Os bochechos com colutórios bucais podem ainda ser utilizados como medida coadjuvante.
5. COMO TRATAR A PERICORONARITE?
É importante destacar a importância da consulta ao cirurgião-dentista, pois somente este profissional é capacitado para o correto diagnóstico e tratamento. Bochechos com anti-sépticos bucais ou a aplicação de água oxigenada 10 volumes podem auxiliar
no tratamento. Provavelmente, o cirurgião-dentista deverá prescrever medicação analgésica, antiin anti-inflamatória e, se houver necessidade, antibiótico para
controlar a infecção, durante a fase sintomática.
Quando o processo de in amação ou infecção estiver controlado, o excesso de gengiva que recobre
o dente pode ser removido através de procedimento cirúrgico ou ainda, se o dente estiver parcialmente erupcionado, há a indicação da extração do dente. É possível que a pericoronarite recorra se o dente continuar nesta situação de semi-erupção ou
caso a higiene bucal falhe.